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INÍCIO DO SÉC. XVIII ATÉ 1860
SÉCULO XVIII-XIX – FUNDAÇÃO E CICLO CANAVIEIRO:

O surgimento do chamado Quadrilátero do Açúcar, expressão utilizada por Petrone (1968) ocorreu com o declínio da mineração aurífera e o retorno de famílias mineradoras  ao interior de São Paulo. Além deste fator, internacionalmente neste período há escassez do produto e aumento no preço do açúcar. As Antilhas, principais exportadores passam por conflitos internos prejudicando sua produção

O Quadrilátero do Açúcar compreendia as atuais regiões de Sorocaba, Piracicaba, Mogi Guaçu e Jundiaí. A cidade de Itu, localizada dentro desta delimitação, foi responsável por parte considerável desta produção. O engenho mais antigo deste período é hoje denominada Chácara do Rosário.

Uma fazenda engenho paulista era basicamente composta: “Além do canavial e das instalações de beneficiamento, áreas de matas para  madeira e lenha, pastos e terras para o cultivo de mantimentos.

A escravidão africana em maior escala no interior de São Paulo deu-se justamente neste período. Os escravos eram a base do trabalho nos engenhos de cana. Foram construídas senzalas e roças de subsistências. A presença africana em SP no período açucareiro colaborou, entre outros, para a consolidação da língua portuguesa no estado. Anteriormente era comum a utilização do nheengatu, que mesclava tupi-guarani com português.

Do período de engenho de açúcar hoje a Fazenda Capoava guarda a sede, antiga residência dos proprietários, de arquitetura bandeirista. O casarão de meados de 1750 é construído em taipa de pilão, com capela anexa ao alpendre, que fazia às vezes de área social ao dono da fazenda.

Informação adicional:

Em 1798, existiam em Itu 107 engenhos que produziam 64.809 arrobas de açúcar. No ano seguinte, o número de engenhos elevou-se para 113 com uma produção de 73.506 arrobas de açúcar. Em 1803, afirma que o número de engenhos andava por 130 com uma produção aproximada de 80.000. Em Itu, a cana teve uma importância fora do comum.

PETRONE, Maria Thereza S. A Lavoura Canavieira em São Paulo – Expansão  e Declínio (1765 – 1851).São Paulo : Difel, 1968.

 

Para saber mais:

NARDY FILHO, Francisco. A Cidade de Itu. Vol. 5. Crônicas Históricas.

PETRONE, Maria Thereza S. A Lavoura Canavieira em São Paulo – Expansão   e Declínio (1765 – 1851).São Paulo : Difel, 1968.

PIRES, Fernando Tarso Fragoso. Antigos Engenhos de açúcar no Brasil. Rio de Janeiro :  Nova Fronteira, 1994.

SETUBAL, Maria Alice Coleção Terra Paulista: Historia, artes e costumes. São Paulo: Imprensa Oficial, 2004

Ilustrações e Documentos:

Documento: Cartão-postal da venda do Engenho.

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